Informes Técnicos

Pragas Quarentenárias: Cuidados no Sistema Produtivo

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Pragas quarentenárias são organismos como insetos, ácaros, nematoides, fungos, bactérias ou plantas daninhas que não existem ou são muito restritos em determinada área, país ou região, e que podem causar sérios danos à agricultura, ao meio ambiente, à economia ou à saúde humana se forem introduzidos. Por isso, esses organismos são alvo de medidas de controle rigorosas para impedir sua entrada e dispersão, principalmente em importação e exportação de produtos agrícolas e vegetais, por terem alto potencial de causar grandes prejuízos se caso estabelecerem. Sendo monitoradas por órgãos oficiais de defesa fitossanitária, como o Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA). A ocorrência de plantas daninhas quarentenárias pode reduzir a produtividade, elevar custos de controle, comprometer a qualidade dos produtos e gerar barreiras comerciais, com impactos econômicos relevantes.

Entre as principais espécies destacam-se a crotalária (Crotalaria spp.), de crescimento vigoroso e alta competição por recursos; o carrapichão (Xanthium strumarium), cujos frutos contaminam lotes de grãos; o capim-carrapicho (Cenchrus echinatus), de sementes espinhosas que aderem a máquinas e grãos; o capim-massambará (Sorghum halepense), altamente competitivo e de difícil controle em culturas como o milho; e a cravorana/losna (Ambrosia artemisiifolia), espécie invasiva e de difícil separação mecânica na soja. Essas plantas comprometem a conformidade de cargas destinadas à exportação.

Como medidas preventivas, recomenda-se o uso de sementes de procedência comprovada, o plantio em áreas limpas, a higienização de máquinas e implementos, principalmente aquelas provenientes de outros estados, conforme orientação da ADAPAR (Portaria nº 129/2024), que estabelece a obrigatoriedade de limpeza ao entrar no Paraná, além da correta regulagem de colhedoras e a separação de áreas na colheita conforme o nível de infestação. Essas práticas reduzem a introdução e disseminação de sementes no sistema produtivo, evitando, dessa forma, que o produtor tenha cargas recusadas no momento da classificação.

Já como medidas de controle temos: o monitoramento em campo, a erradicação precoce de focos, uso rotacionado de defensivos, rotação de culturas, eliminação manual de plantas fora do estágio de controle, sendo este manejo integrado fundamental para reduzir riscos de disseminação.

Na unidade armazenadora de grãos, desafios como dificuldades de embarque em períodos de safra, necessidade de reprocessamento e custos de remaquinagem impactam a eficiência logística. Além disso, a movimentação interna pode gerar quebra de grãos, com perdas de qualidade e rendimento.

O Departamento Técnico da cooperativa reforça seu compromisso com a assistência aos produtores, atuando na orientação e recomendação de estratégias de manejo para prevenção e controle dos riscos associados a essas espécies.

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